ArqAmazonia2016

Mensaje del presidente de FPAA, Arq. Dr. Joao Virmond Suplicy Neto y de la IAB, Sérgio Ferraz Magalhães.

Mensagem do Presidente da FPAA

A Amazônia tem inegável e inconteste importância ao equilíbrio da estabilidade ambiental do planeta, sua preservação e manejo sustentável no Brasil, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Guiana Francesa, Suriname, Equador e Peru é condição sine qua non para a existência saudável da atual e das futuras gerações.

A partir desse pressuposto a Federação Panamericana de Associações de Arquitetos (FPAA), entidade que congrega 32 seções de países do continente americano, onde atuam mais de 600 mil arquitetos, homologou a proposta do Colégio de Arquitetos do Peru (CAP) de incorporar a temática em seus trabalhos e promover o I Congresso Internacional Arquitetura e Sustentabilidade na Amazônia.

A efetivação da primeira versão, ocorrida na cidade de Iquitos, Peru, em Julho de 2013, organizada pelo CAP-Região Loreto, resultou na “Carta de Iquitos”, com considerações de relevância e ponto de partida ao II Congresso Internacional Arquitetura e Sustentabilidade na Amazônia, a ser realizado na cidade de Manaus, Setembro de 2016, sob organização do Departamento do Estado do Amazonas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-AM).

Por se tratar de um projeto inovador, a FPAA, no uso das prerrogativas que lhe cabem enquanto Innovating Partner do Programa de Cidades do Pacto Global das Nações Unidas (UNGCCP), classifica o Congresso Arquitetura e Sustentabilidade na Amazônia como um projeto inovador e traz à soma do evento a chancela do UNGCCP.

Conforme se estruturam as prerrogativas do UNGCCP, é imprescindível que as iniciativas relativas às cidades objetivem coalizão entre sociedade organizada, iniciativa privada e empresarial e gestores públicos. É certo que o modelo de ação conjunta permite inovações e possibilita melhores condições de resolução nas complexas demandas do espaço habitado.

Os benefícios resultantes de ações como o II Congresso Internacional Arquitetura e Sustentabilidade na Amazônia certamente trarão convergências de adequação ambiental, qualidade de vida à sociedade e justificarão a existência de nossas entidades.

Inquietações, debates, reflexões e inovações surgirão, entretanto a poética da arquitetura poderá sintetizar um novo paradigma, generalista perante a natureza e generosamente humano à realidade do Século XXI.









Arq. Dr. Joao Virmond Suplicy Neto
Presidente
Federación Panamericana de Asociaciones de Arquitectos


Mensagem do Presidente do IAB


Na ocasião em que o mundo assume compromisso objetivo quanto ao cuidado ambiental, expresso pela COP 21, realizada em Paris, em dezembro último, precisamos saudar a organização deste II ArqAMAZONIA, iniciativa da Federação Panamericana de Associações de Arquitetos, FPAA, desde logo apoiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB, especialmente por seu Departamento do Amazonas, IAB AM. Ressalte-se que não é um evento inaugural do tema entre os arquitetos americanos, posto que em 2013 realizou-se o primeiro, em Iquitos, Peru.

E, desde Iquitos, os arquitetos das Américas lançaram seu alerta quanto às preocupantes condições ambientais das cidades da Amazônia e se comprometeram a trabalhar por sua superação. Este II ArqAMAZONIA se insere nesta pauta.

Não obstante, sabemos que as dificuldades das cidades amazônicas têm um contorno peculiar, fruto da especificidade em que se localizam, mas, igualmente, compartilham problemas comuns às cidades em países em desenvolvimento de todo o mundo. Somam-se, portanto, dificuldades gerais e específicas.

O Instituto de Arquitetos do Brasil, e, certamente, a própria FPAA, têm claro posicionamento político e doutrinário em defesa do desenvolvimento urbano em bases sustentáveis e democráticas. Seus documentos orientadores estão sintetizados em seus sítios de comunicação. Não é o caso de repisá-los aqui.

Importa, porém, destacar o papel fundamental que a arquitetura e o urbanismo podem desempenhar em conformidade com tais compromissos. E nenhum discurso será mais eloquente do que a obra magistral do arquiteto brasileiro Severiano Mario Porto e equipe, fortemente embasada na experiência amazônica e realizada em grande parte nesta cidade de Manaus.

Infelizmente, algumas dessas obras, embora construídas na segunda metade do século XX, já foram demolidas sob o jugo de um progresso mistificador amalgamado pela especulação imobiliária mais mesquinha. Contudo, outras muitas ainda nos sinalizam com a beleza e a poética de Severiano Mario Porto e o sentimento de respeito para com os valores permanentes da terra, a demonstrar que cultura e natureza não se opõem, mas se apoiam, se fortalecem na mútua compreensão de suas dimensões sociais.

Tenho certeza que este II ArqAMAZONIA em Manaus, sob a liderança do IAB AM, consolidará a vitoriosa experiência dos arquitetos das Américas que se iniciou em 2013, no Perú, reiterando seus compromissos fundadores expressos na Carta de Iquitos.

Igualmente, acredito que este encontro será um importante patamar para a preparação do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, promovido pela União Internacional de Arquitetos e pela primeira vez a ser realizado no Brasil, no Janeiro, em 2020. O IAB, que organiza o evento e que conta com o apoio institucional da FPAA, confia que o tema de Manaus se ajusta magnificamente ao grande tema do Rio:Todos os Mundos. Um só Mundo. Arquitetura 21. Nenhum lugar melhor pode nos afirmar esse conceito do que as cidades da Amazônia.







 

Sérgio Ferraz Magalhães
Presidente do IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil